quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Como os franceses se livraram do jornalismo que assassina a reputação

Uma mulher insultada mudou sensacionalmente, há 100 anos, o caráter da imprensa francesa.

O episódio, na ilustração de um jornal da época

Os franceses se livraram de um tipo de jornalismo que assassina reputações de uma maneira drástica.

Em 1914, pouco antes da Guerra, o jornal conservador Fígaro vinha massacrando o ministro da Fazenda, Joseph Caillaux, de esquerda. Caillaux, para o jornal, era pacifista demais num momento em que a Alemanha flexionava seus músculos.

O Fígaro conseguira uma correspondência íntima de Caillaux dirigida a uma mulher da sociedade parisiense, Henriette.

Eram cartas em que se misturavam lascívia e inconfidências políticas, e datavam da época em que Caillaux e Henriette mantinham um caso clandestino.

Quando o Fígaro obteve as cartas, Caillaux e Henriette já eram marido e mulher, depois de cada qual se divorciar para viver plenamente seu amor.

O editor do Figaro, Gaston Colmette, era o jornalista mais poderoso da França.

Henriette queria que Joseph o desafiasse para um duelo para preservar a honra e a carreira. Mas depois teve uma segunda ideia.

Dirigiu-se à sede do jornal e pediu para ser recebida por Calmette, num final de dia. Um amigo de Calmette lhe recomendou que não a recebesse, dadas as circunstâncias da campanha movida contra o marido dela.

Mas Calmette era um francês, e respondeu que não poderia deixar de atender uma mulher sozinha.

Henriette tinha um véu na mão.

“Você sabe para que eu vim aqui, não?”, disse ela, segundo testemunhos. E então, sem perda de tempo, Henriette mostrou o que carregava embrulhado no lenço: uma Browning automática. Descarregou-a em Calmette. Quatro tiros acertaram seu peito, e o mataram em poucos minutos.

A polícia não tardou a aparecer. Os policiais iam levar Henriette a uma delegacia na viatura que estava estacionada na frente da sede do Figaro.

“Não toquem em mim”, disse ela. “Je suis une dame.” Ela foi para a polícia em seu próprio carro.

"Je suis una damme"

Poucas semanas depois, num julgamento que chacoalhou a França e a Europa, e obscureceu entre os franceses os acontecimentos que logo levariam à Primeira Guerra Mundial, o caso foi examinado por um júri composto apenas de homens.

Henriette acabou inocentada. Agira, o júri decidiu, em legítima defesa da honra, e sob intensa emoção.

A opinião pública, no julgamento, se inclinou por Madame Caillaux – que na prisão era atendida por duas de suas empregadas – e não pelo jornalista morto, ou pela causa deste.

Houve entre os franceses um consenso de que Calmette e o Figaro tinham cometido um abuso intolerável de poder, e o veredito refletiu isso.

Acabou assim espetacularmente, pelas mãos de Madame Caillaux, une damme, o jornalismo que assassinava reputações na França.

O Brasil viveu um caso de alguma similaridade algumas décadas depois.(Falo pelo ângulo político. Um irmão de Nelson Rodrigues foi assassinado na redação por uma mulher que o jornal da família chamara de adúltera. Mas essa morte não teve vínculo nenhum com a política.)

O Calmette brasileiro era o “Corvo”, o jornalista e político Carlos Lacerda, que se lançou a uma campanha selvagem que levaria Getúlio Vargas ao suicídio, em 1954.

É um exercício fascinante imaginar o que teria ocorrido se Vargas tivesse a seu lado uma Madama Caillaux.

Mas não tinha.

Lacerda foi vítima de um atentado em que saiu apenas com um pé ferido. O mandante, segundo a polícia, foi o chefe da guarda pessoal de Getúlio. Sob a pressão da imprensa, Getúlio poucos dias depois se mataria.

Madama Caillaux, na Paris de 1914, acabou de uma só vez com Calmette e com um tipo de jornalismo que os franceses julgaram destrutivo e nocivo ao interesse público.

Lacerda pôde seguir, revigorado, sua carreira deletéria. Anos depois, seria protagonista no assassinato do caráter do presidente João Goulart, no começo dos anos 1960.

O Corvo seria o nome essencial para justificar, pela imprensa, a instalação de uma ditadura militar que, sob o pretexto infame de impedir o “triunfo do comunismo”, mataria milhares de brasileiros e faria do Brasil um campeão mundial da desigualdade social.

Henriette, com seu gesto extremo e desesperado, forçou a França a avaliar o jornalismo que se fazia então.

O Brasil jamais passou por este tipo de avaliação, e isso explica em grande parte o jornalismo sem limites que vigora entre nós ainda hoje, um século depois de os franceses terem imposto limites imprescindíveis ao interesse público.

Texto extraído do Diário do Centro do Mundo - Aqui o Original





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nunca se roubou tão pouco


Ricardo Semler, empresário, é sócio da Semco Partners. Foi professor visitante da Harvard Law School e professor de MBA no MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)

Nunca se roubou tão pouco
Da Folha

Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam por fora sobre a totalidade da importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão — cem vezes mais do que o caso Petrobras — pelos empresários?

Virou moda fugir para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O reconhecimento que a COPA DAS COPAS foi um ótimo negócio!

NIZAN GUANAES

O mundo chegou

Ao contrário do que muitos pensavam, não fizemos um papelão, mas um grande papel.

O Brasil está no centro do mundo, nas telas do mundo. Basta olhar, ouvir, ler, seguir, compartilhar. No domingo, se você colocasse as palavras "Brazil world cup" no Google, teria, em 42 segundos, 446 milhões de resultados.

E, para muito além do mundo virtual, eles estão entre nós. Chilenos, coreanos, ingleses, croatas, russos, alemães, franceses, holandeses, americanos, uruguaios, argentinos...

Multidões de estrangeiros dos quatro cantos do planeta ocupam seus espaços nas cidades brasileiras ligadas ao Mundial. São ondas laranjas, vermelhas, azuis, verdes -- um arco-íris que combina com a paleta colorida do Brasil.

A orla do Rio de Janeiro lembra, demograficamente, a Times Square ou o Louvre, tomada por uma babel de nacionalidades animada, interessada, disposta a conhecer e a se divertir em nosso país.

Copacabana, princesinha da mídia global, recebe as equipes de TV de braços abertos e estúdios de vidro no calçadão da praia, de onde elas transmitem boletins ao vivo a seus países de origem. Perto do forte de Copacabana, bem ao lado da estátua de Dorival Caymmi dando boas-vindas ao mar, um grupo de correspondentes da guerra futebolística se reúne num quiosque à beira-mar para tomar chope ou água de coco com um notável sorriso no rosto, colocado ali pela cidade maravilhosa e seu caloroso inverno.

O Brasil tem tanto a oferecer ao mundo. O mundo agora veio ver. E está vendo a vida como ela é por aqui. Nossos defeitos estão expostos e só são superados por nossas qualidades.
Que grande país do mundo emergente tem nossas credenciais? Democracia, economia de mercado, em paz com os vizinhos e com o mundo, potência energética, potência de alimentos, potência mineral, mercado interno imenso, povo trabalhador e empreendedor.

Somos um grande "case" a ser cada vez mais trabalhado num mundo que quer gostar do Brasil e consumir o Brasil.

Somos não só uma potência emergente, mas um estilo emergente. A não ser nos campos de futebol, não queremos derrotar os outros, queremos seduzi-los.

A Copa, nesse contexto, é uma bênção e um começo. Uma aproximação imediata e total com o mundo. Que começa agora, passa pela Olimpíada do Rio em dois anos e terá que ser sustentável ao longo das décadas. Será uma evolução por definição multiplataforma: via negócios, alianças comerciais, alianças políticas, políticas culturais, propaganda. É preciso consolidar a marca Brasil e construir as marcas do Brasil para agregar valor ao "Feito no Brasil".

Olhar o turismo de forma estratégica é arma fundamental nesse processo. Basta ver o que está acontecendo nas ruas brasileiras. Milhares de relações afetivas e comerciais são construídas todo dia neste mês em que o Brasil se tornou central. São as moças paulistas que buscam torcedores estrangeiros na Vila Madalena. O potiguar que misturou o mate do uruguaio com a caipirinha numa praia de Natal. Os índios pataxós de Cabrália que literalmente encantaram a seleção alemã. As empresas nacionais que trouxeram fornecedores e clientes para seus camarotes.

O Maraca domingo passado estava lotado de russos e belgas assistindo suas seleções numa tarde ensolarada do Rio de Janeiro. Sairão de lá com uma imagem melhor do Brasil.

O futebol, afinal, é a nossa praia. Nossos talentos no esporte rivalizam com os talentos mundiais como em nenhum outro setor de intenso capital humano. Nossa seleção é a seleção das seleções. Nossa Copa, a Copa das viradas, das surpresas, das goleadas. Por essas que o grande compositor russo Dmitri Shostakovich dizia que o futebol é o balé das massas, unindo beleza, ritmo e drama.

Do jeito surpreendente que essa Copa começou, fica difícil prever como vai acabar. O Brasil, de qualquer jeito, já ganhou. Ao contrário do que muitos pensavam, não fizemos um papelão, mas um grande papel.

Convidamos o mundo, e o mundo chegou. Agora temos que fazer com que ele fique.

NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ao contrário de alguns, não sinto nenhuma vergonha do meu país.

Marcelo Zero (*) 


Ao contrário de alguns, não sinto nenhuma vergonha do meu país. 
Não sinto vergonha dos 36 milhões de brasileiros que conseguiram sair 
daquilo que Gandhi chamava de a “pior forma de violência”, a miséria.

Agora, eles podem sonhar mais e fazer mais. Tornaram-se cidadãos mais 
livres e críticos. Isso é muito bom para eles e muito melhor para o Brasil, 
que fica mais justo e fortalecido. E isso é também muito bom para mim, embora 
eu não me beneficie diretamente desses programas. Me agrada viver em um país 
que hoje é um pouco mais justo do que era no passado.

Também não sinto vergonha dos 42 milhões de brasileiros que, nos últimos 10 anos, 
ascenderam à classe média, ou à nova classe trabalhadora, como queiram.

Eles dinamizaram o mercado de consumo de massa brasileiro e fortaleceram 
bastante a nossa economia. Graças a eles, o Brasil enfrenta, em condições 
bem melhores que no passado, a pior crise mundial desde 1929. Graças a eles, 
o Brasil está mais próspero, mais sólido e menos desigual. Ao contrário de alguns, 
não me ressinto dessa extraordinária ascensão social. Sinto-me feliz em tê-los 
ao meu lado nos aeroportos e em outros lugares antes reservados a uma pequena 
minoria. Sei que, com eles, o Brasil pode voar mais alto.

Não tenho vergonha nenhuma das obras da Copa, mesmo que algumas tenham atrasado. 
Em sua maioria, são obras que apenas foram aceleradas pela Copa. São, na realidade, 
obras de mobilidade urbana e de aperfeiçoamento geral da infraestrutura que
melhorarão a vida de milhões de brasileiros. Estive no aeroporto de Brasília 
e fiquei muito bem impressionado com os novos terminais e com a nova facilidade 
de acesso ao local. Mesmo os novos estádios, que não consumiram um centavo sequer 
do orçamento, impressionam. Lembro-me de velhos estádios imundos, inseguros, 
desconfortáveis e caindo aos pedaços. Me agrada saber que, agora, os torcedores 
vão ter a sua disposição estádios decentes. Acho que eles merecem. Me agrada ainda 
mais saber que tido isso vem sendo construído com um gasto efetivo que representa 
somente uma pequena fração do que é investido em Saúde e Educação. Gostaria, é claro, 
que todas as obras do Brasil fossem muito bem planejadas e executadas. Que não 
houvesse aditivos, atrasos, superfaturamentos e goteiras. Prefiro, no entanto, 
ver o Brasil em obras que voltar ao passado do país que não tinha obras 
estruturantes, e tampouco perspectivas de melhorar.

Tranquiliza-me saber que o Brasil tem um sistema de saúde público, ainda que 
falho e com grandes limitações. Já usei hospitais públicos e, mesmo com todas 
as deficiências do atendimento, sai de lá curado e sem ter gasto um centavo.
Centenas de milhares de brasileiros fazem a mesma coisa todos os anos. Cerca 
de 50 milhões de norte-americanos, habitantes da maior economia do planeta 
e que não têm plano de saúde, não podem fazer a mesma coisa, pois lá não há 
saúde pública. Obama, a muito custo, está encontrando uma solução para essa 
vergonha. Gostaria, é óbvio, que o SUS fosse igual ao sistema de saúde pública 
da França ou de Cuba. Porém, sinto muito orgulho do Mais Médicos, um programa 
que vem levando atendimento básico à saúde a milhões de brasileiros que vivem 
em regiões pobres e muito isoladas. Sinto alívio em saber que, na hora da dor
e da doença, agora eles vão ter a quem recorrer. Sinto orgulho, mas muito 
orgulho mesmo, desses médicos que colocam a solidariedade acima da 
mercantilização da medicina. 

Estou também muito orgulhoso de programas como o Prouni, o Reuni, o Fies, 
o Enem e os das cotas, que estão abrindo as portas das universidades para 
os mais pobres, os afrodescendentes e os egressos da escola pública. 
Tenho uma sobrinha extremamente talentosa que mora no EUA e que conseguiu 
a façanha de ser aceita, com facilidade, nas três melhores universidades 
daquele país.  Mas ela vai ter de estudar numa universidade de segunda linha,
pois a família, muito afetada pela recessão, não tem condição de pagar os 
custos escorchantes de uma universidade de ponta. Acho isso uma vergonha. 
Não quero isso para o meu país. Alfabetizei-me e fiz minha graduação e 
meu mestrado em instituições públicas brasileiras. Quero que todos os 
brasileiros possam ter as oportunidades que eu tive. Por isso, aplaudo a 
duplicação das vagas nas universidades federais, a triplicação do número 
de institutos e escolas técnicas, o Pronatec, o maior programa de ensino 
profissionalizante do país, o programa de creches e pré-escolas e o 
Ciência Sem Fronteiras. Gostaria, é claro, que a nossa educação pública 
já fosse igual à da Finlândia, mas reconheço que esses programas estão, 
aos poucos, construindo um sistema de educação universal e de qualidade.

Tenho imenso orgulho da Petrobras, a maior e mais bem-sucedida empresa 
brasileira, que agora é vergonhosamente atacada por motivos eleitoreiros 
e pelos interesses daqueles que querem botar a mão no pré-sal. Nos últimos 
10 anos, a Petrobras, que fora muito fragilizada e ameaçada de privatização,
se fortaleceu bastante, passando de um valor de cerca de R$ 30 bilhões para 
R$ 184 bilhões. Não bastasse, descobriu o pré-sal, nosso passaporte para o futuro. 
Isso seria motivo de orgulho para qualquer empresa e para qualquer país. Orgulha 
ainda mais, porém, o fato de que agora, ao contrário do que acontecia no passado, 
a Petrobras dinamiza a indústria naval e toda a cadeia de petróleo, demandando bens
e serviços no Brasil e gerando emprego e renda aqui; não em Cingapura. Vergonha era 
a Petrobrax. Pasadena pode ter sido um erro de cálculo, mas a Petrobrax era um 
crime premeditado.

Vejo, com satisfação, que hoje a Polícia Federal, o Ministério Público, a CGU e 
outros órgãos de controle estão bastante fortalecidos e atuam com muita 
desenvoltura contra a corrupção e outros desmandos administrativos. Sei que hoje 
posso, com base na Lei da Transparência, demandar qualquer informação a todo 
órgão público. Isso me faz sentir mais cidadão. Estamos já muito longe da 
vergonha dos tempos do “engavetador-geral”. Um tempo constrangedor e opaco em 
que se engavetavam milhares processos e não se investigava nada de significativo.
Também já se foram os idos vergonhosos em que tínhamos que mendigar dinheiro ao 
FMI, o qual nos impunha um receituário indigesto que aumentava o desemprego 
e diminuía salários. Hoje, somos credores do FMI e um país muito respeitado 
e cortejado em nível mundial. E nenhum represtante nosso se submete mais à 
humilhação de ficar tirando sapatos em aeroportos. Sinto orgulho desse país
mais forte e soberano.

Um país que, mesmo em meio à pior recessão mundial desde 1929, consegue alcançar 
as suas menores taxas de desemprego, aumentar o salário mínimo em 72% e prosseguir 
firme na redução de suas desigualdades e na eliminação da pobreza extrema. Sinto 
alegria com esse Brasil que não mais sacrifica seus trabalhadores para combater 
as crises econômicas. 
Acho que não dá para deixar de se orgulhar desse novo país mais justo igualitário 
e forte que está surgindo. Não é ainda o país dos meus sonhos, nem o país dos 
sonhos de ninguém. Mas já é um país que já nos permite sonhar com dias bem melhores 
para todos os brasileiros. Um país que está no rumo correto do desenvolvimento com 
distribuição de renda e eliminação da pobreza. Um país que não quer mais a volta 
dos pesadelos do passado.

Esse novo país mal começou. Sei bem que ainda há muito porque se indignar no Brasil.
E é bom manter essa chama da indignação acessa. Foi ela que nos trouxe até aqui 
e é ela que nos vai levar a tempos bem melhores. Enquanto houver um só brasileiro 
injustiçado e tolhido em seus direitos, todos temos de nos indignar.

Mas sentir vergonha do próprio país, nunca. Isso é coisa de gente sem-vergonha. 

(*) Marcelo Zero é formado em Ciências Sociais pela UnB 

terça-feira, 27 de maio de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

CALA TROLL

CALA TROLL

OLHA O QUE DISSE a escritora holandesa:

Via Stanley Burburinho: 
Escritora holandesa, falando sobre o Brasil. 
Texto bárbaro
.
"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos...
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!" OBS: PUBLIQUEM SEM CESSAR PARA QUE TODO O BRASIL SAIBA O SENTIMENTO ANTI-BRASIL CULTIVADO PELA GRANDE IMPRENSA BRASILEIRA e que fique exposto o sentimento vil, de vira-latas.